Depoimento Elaine Durazzo MBA Executivo Internacional

Eu me formei em Engenharia Química em 1994 e logo entrei em uma consultoria da área de Tecnologia, que acabou comprada por uma grande multinacional. Em dez anos na empresa, cheguei ao cargo de gerente sênior. Em 2005, meu marido teve a oportunidade de ser transferido para os Estados Unidos e decidimos aceitar. Fui sem emprego mas consegui uma oportunidade em uma empresa global, onde também pude crescer.

Depois de alguns anos longe em 2012 tomei a decisão pessoal de voltar para o Brasil, sobretudo porque queria que meus dois filhos soubessem o que é ter uma família por perto, pudessem conviver com os avós e tios. Quando se está em um cargo alto – eu era líder de operações de vendas -, fica mais difícil conseguir uma posição semelhante nas subsidiárias. Larguei o emprego para voltar ao País.

Primeiro foquei em guiar a adaptação das crianças por que meus filhos chegaram sem saber escrever em português, até sem falar muito bem.

Quando voltei a buscar emprego, tive uma surpresa nas posições executivas, sempre era cobrado um MBA. Eu tinha quase 20 anos de bagagem, experiência internacional, mas não conseguia posição por que me faltava esse pré-requisito.

O MBA era algo que sempre esteve em meus planos, mas acabou nunca se concretizando até então. Nos anos de consultoria no Brasil, eu viajava muito, nunca conseguia fazer. Nos Estados Unidos, com filhos pequenos e sem família por perto, não teria tempo para me dedicar. De volta ao Brasil, tentando voltar ao mercado, percebi que aquele era o momento, até para poder fazer networking.

Comecei o MBA em março de 2014 e em dois meses eu estava empregada – antes havia tentado por nove meses. Mesmo sem ter concluído, as empresas sentem mais segurança por que você já começou. Terminei o curso em novembro de 2015 e atuei como líder de operações de uma das unidades mais importantes de uma multinacional francesa, respondendo diretamente ao vice-presidente.

Em fevereiro de 2017, eu deixei a empresa porque mudei de volta para EUA. Após um período de adaptação, em 8 meses eu estava empregada na Lenovo – o MBA foi crucial na minha realocação nesses dois períodos. Atualmente eu atuo como WW Operations Lead for Lenovo Professional Services.”

Um MBA de fato agrega conhecimento. Apesar da experiência prática, tem alguns conceitos que para mim não estavam tão bem solidificados. No meu caso eram questões financeiras. O curso ainda leva o profissional a pensar de forma estratégica. A troca de experiência também conta muito. Minha turma pegou esta crise, na qual todos foram afetados, e foi interessante para discutir e adaptar soluções diferentes para o mesmo problema.

 

Escrito por: Elaine Durazzo

Ex-Aluna do MBA Executivo Internacional